terça-feira, 22 de julho de 2014

Cinquenta Tons de Budas Ditosos


Eu não gosto muito de crônicas, mas, enfim...vamos lá.
Finalmente, li um dos livros dos tons de cinza. Graça, eu não achei nenhuma. Fiquei me perguntando se a maioria das pessoas que leu e amou já chegou a ler "A Casa dos Budas Ditosos" do João Ubaldo, esse sim, um livro bastante safado.
Sempre gostei de estórias narradas do ponto de vista das prostitutas e essa é, sem dúvida, a melhor de várias que já li. Não só por ser uma estória despudorada, engraçada e bem escrita, como também porque João Ubaldo escreveu com o conhecimento de causa de quem adora mulher, e a descreve com mínimos e absurdos detalhes físicos e psicológicos.
Acho interessante como a mulher que trabalha com o sexo é tão valorizada e desvalorizada, ao mesmo tempo, ao longo da história da riqueza do homem, para parafrasear Leo Huberman. Mesmo que a mulher tenha passado por todas as fases de libertação sexual e que seja usual o sexo sem compromisso, as profissionais do sexo de todos os tipos e preços continuam a fazer sucesso.
Outro livro muito mais divertido que li foi o da Bruna Surfistinha (isso mesmo), o nunseioquê do escorpião. Ela conta com detalhes porque homens normais procuram pelas prostitutas. É algo bem elucidativo, quase educativo, diga-se de passagem.
Livro ótimo, também, é um chamado “Sexo com Reis” de Eleanor Herman, que não tem nada de histórico, mas é um divertidíssimo compilado de fofocas das Cortes de Carlos VI, Henrique VIII (meu favorito) e os Luíses XIV e XV.
Se Bruna Surfistinha tivesse nascido naquela época tinha amarrado o burro na sobra. Madame de Pompadour, por exemplo, amante (putinha) de Luis XV, governava o palácio de Versalhes, era procurada por embaixadores e reis para que intervisse junto ao herdeiro do Rei Sol, nasceu pobrezinha e morreu milionária e ninguém nem lembra o nome da rainha da época. Dizem as péssimas línguas que tinha uma coleção de joias muito mais poderosa que a da matriz!
E a minha rainha (puta) favorita! Ana Bolena! Teve a manha de ser mais safada que sua irmã, que tentou, mas não conseguiu ser amante de Henrique VIII e fez o homem criar uma religião (o anglicanismo) só para casar com ela. Dizem os historiadores que depois dela Henrique VIII nunca mais foi o mesmo, perdeu a cabeça, mas mandou cortar a dela. Mesmo assim a enterrou dentro da torre de Londres, ao lado de outros reis e rainhas.
Enfim, achei a história da ninfeta que gosta de tomar uns tapinhas do playboy meio sem graça, perto das histórias de cortesãs que já mudaram os rumos de um reino inteiro.


Nenhum comentário:

Postar um comentário